As 7 Maravilhas de Portugal

January 24, 2016

Em 2007 houve uma votação mundial, pela Internet, para a escolha das sete novas maravilhas do mundo. Os resultados foram anunciados em Lisboa, e isso inspirou Portugal para a sua própria votação, para decidir as suas próprias sete maravilhas. Mais tarde foram escolhidas as maravilhas da natureza, e em 2011 foi a vez das "sete maravilhas da gastronomia”. Ainda ninguém votou nas maravilhas de Lisboa, mas a lista do que é verdadeiramente notável, extraordinário ou único na capital portuguesa é certamente esta:

 

 

1. Baixa Pombalina

 

Quando o terramoto de 1755 destruiu o centro de Lisboa, a cidade foi reconstruída seguindo um planeamento urbano de vanguarda. Antes de Paris ter sido redesenhada por Haussmann, Lisboa já apresentava um estilo neoclássico (mais tarde conhecido por “Pombalino”) com ruas largas e rectilíneas. As estruturas dos edifícios foram construídas em “gaiolas” anti-sísmicas, e foi colocado saneamento moderno — uma raridade na Europa do século XVIII. Era um planeamento sem precedentes no mundo, usando pela primeira vez uma construção anti-sísmica e pré-fabricada em grande escala. As ruas modernas e as praças largas formavam uma espécie de centro comercial setecentista, com cada rua dedicada a um ofício diferente (ouro, prata, correaria...). 
A Baixa de Lisboa é hoje reconhecida como o primeiro exemplo de um grande projeto neoclássico e de planeamento urbano na Europa, e há quem espere a sua classificação como Património Mundial.

 

 

2. Mosteiro dos Jerónimos

 

Com uma arquitetura inspirada na Índia e em todo o exotismo do Oriente, este monumento Património Mundial foi construído no século XVI, graças à riqueza derivada dos Descobrimentos. A arquitetura Manuelina é sobretudo extraordinária nos claustros, com magníficos elementos decorativos.

 

 

3. Torre de Belém

 

Esta é uma de três torres que protegiam o porto de Lisboa no século XVI, inclindo uma quase idêntica na outra margem do Tejo. Esta sobreviveu ao tempo, e embora pareça mais um pequeno castelo de um conto de fadas, servia de “farol” para os navegadores que partiam da cidade. Os seus magníficos detalhes arquitetónicos recordam a época dos Descobrimentos, e é um monumento protegido como Património Mundial.

 

 

 

4. Capela de São João Batista - Igreja de São Roque

 

Construída no século XVI, esta foi uma das primeiras igrejas jesuítas do mundo, com uma fachada muito simples mas com um interior magnífico em talha dourada. Uma das suas várias capelas (a de São João Baptista) é uma obra-prima da arte europeia, conhecida como “a capela mais valiosa do mundo”, paga com o ouro descoberto no Brasil. Construída em Roma em 1742 usando as maiores preciosidades disponíveis (marfim, lapis lazulli, ouro, mármore, prata, bronze, ágata, pórfiro...), a capela foi enviada para Lisboa para ser instalada nesta igreja, onde pode ser admirada juntamente com outras sete capelas laterais igualmente ricas em ornamentação. O detalhe mais extraordinário é o facto de as “pinturas” serem na realidade mosaicos.

 

 

5. Coche dos Oceanos & Coche de Lisboa - Museu dos Coches

 

A maioria dos coches reais foram destruídos ao longo do tempo na maioria das capitais europeias (sobretudo em Paris durante a Revolução Francesa), mas a rainha D. Amélia teve a ideia visionária de preservar os seus num museu em Lisboa. O Museu dos Coches tem hoje uma coleção única no mundo, e embora outras cidades, como Viena, também tenham alguns coches em exposição, o museu de Lisboa destaca-se pelo número de veículos cerimoniais dos séculos XVII ao XIX. Esta é a maior coleção do mundo, tendo a maioria dos coches pertencido à família real portuguesa. 
O museu permite ver a evolução técnica e artística dos transportes antes do automóvel, com destaque para dois magníficos veículos usados em embaixadas a Louis XIV de França e ao Papa Clemente XI. São dois exemplos monumentalmente esculpidos, representando os oceanos e a glória de Lisboa.

 

 

6. Museu do Azulejo

 

A arte do azulejo encontra-se por todo o Mediterrâneo, mas em nenhum outro lugar do mundo evoluiu tanto ou de forma tão imaginativa como em Portugal. Aqui o azulejo acabou por apresentar mais do que figuras geométricas para a decoração de paredes, ilustrando também imagens históricas e culturais para forrar palácios, ruas e espaços comerciais. 
Existe apenas um lugar no mundo onde se pode ficar a conhecer a história e a evolução desta arte, e esse lugar encontra-se em Lisboa. É o Museu do Azulejo, instalado num magnífico convento do século XVI, hoje uma bela e única galeria com uma coleção de azulejos que vai da época muçulmana aos tempos modernos, com exemplos criados por artistas contemporâneos.

 

 

7. Aqueduto das Águas Livres

 

O terramoto de 1755 conseguiu destruir quase toda a cidade, mas não conseguiu derrubar este aqueduto monumental. Encontra-se hoje como quando foi concluído em 1746, ano em que Lisboa finalmente conseguiu ter água potável em quase todos os bairros, com reservatórios distribuídos por diferentes pontos da cidade. Esses reservatórios são hoje utilizados como espaços de exposições, especialmente o das Amoreiras e do Príncipe Real, ambos parte do Museu da Água. 
Com 109 arcos, a maioria em estilo gótico, e o mais alto com um recorde de 65 metros de altura, a atravessar um vale, o aqueduto de Lisboa é considerado uma das obras-primas da engenharia do período barroco no mundo, e uma das obras hidráulicas mais notáveis de todos os tempos.

 

 

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